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Guerreiros dos Gramados!

Bem galera, essa é a 2ª parte da minha matéria em homenagem aos 91 anos do nosso tão amado Cruzeiro Esporte Clube. Espero que gostem!

O orgulho de 9 décadas.

Ídolos, isso o nosso Cruzeiro tem aos montes, não é mesmo? Verdadeiros heróis, nossos guerreiros nos deram muitas alegrias e até os dias de hoje nos deixam orgulhosos, por honrarem com tanto amor e fidelidade a nossa camisa estrelada!

Eduardo Gonçalves de Andrade, eterno Tostão, conhecido internacionalmente como “Rei Branco do Futebol”, fez parte do maior time do Cruzeiro na história. Era talentoso e sábio, maestro com a perna esquerda, de uma incrível precisão nos passes, conclusões e cobranças de falta. Serviu a Seleção Brasileira e participou do tricampeonato no México em 1970.

Raul Guilherme Plassmann, conhecido apenas por Raul Plassmann, atuava como goleiro e é atualmente um dos grandes ídolos da torcida celeste. Atuou 13 anos seguidos pelo clube cinco estrelas, conquistando a Taça Brasil de 1966 e a Libertadores de 1976. Era impressionante a sua habilidade, agilidade e força, operador de milagres, fazia defesas incríveis e mostrava autoridade em campo. Pouco serviu a Seleção Canarinho, atuando apenas 17 vezes pela mesma.

Dirceu Lopes Mendes, foi titular absoluto por 12 anos no Cruzeiro. Esse Baixinho¸ era habilidoso e muito veloz, e sua principal jogada era arrancar do meio de campo com a bola dominada, dando dribles desconcertantes nos adversários, invadindo a grande área, abrindo espaço para seus companheiros. Seu chute era muito poderoso, forte e preciso. Jogou 19 vezes pela seleção nacional.

 Evaldo Cruz, Junto a Tostão, Dirceu Lopes, Hilton Oliveira e Piazza formou uma das maiores linhas de ataque da história do clube que se tornou famosa no Brasil inteiro. Também foi campeão brasileiro pelo Cruzeiro em 1966. Atuou 296 vezes com a camisa celeste, marcando 108 gols.

Wilson da Silva Piazza, o eterno e fiel marcador de Pelé, era um volante e garantia o avanço dos armadores do Cruzeiro, Tostão e Dirceu Lopes. Desarmava qualquer jogador com facilidade, sendo ainda um excelente finalizador, pois começou sua carreira no ataque. Tinha um incrível espírito de liderança, o que lhe rendeu a braçadeira de capitão do time por 10 anos consecutivos. Foi campeão brasileiro e da América pelo time estrelado, além de campeão do mundo pela seleção em 1970.

A grande maioria que está lendo isso, não deve ter visto nenhum desses craques dando o show pelo nosso Celestial, infelizmente :/ , mas nem por isso devemos deixar de homenagear esses guerreiros, que ajudaram a construir a história do clube estrelado. Ídolos? O Cruzeiro tem muitos, mas não dá pra falar de todos, certo? rs.

Sexta-feira estarei postando a última parte da minha matéria, e essa vai ser especialmente sobre a nossa maravilhosa torcida, a Maior de Minas e a 5ª maior do Brasil, aguardem! Saudações Celestes \o/

Temos páginas heróicas e imortais!

91 anos. 91 anos de muito amor e lealdade. Dia 02 de janeiro de 2011, o nosso Cruzeiro, Cruzeiro querido completou seu 91º aniversário. Já são mais de nove décadas de glórias e paixão, mais de nove décadas de muitas conquistas e emoções!

Em homenagem a essa data, farei especialmente para vocês, da nossa grandiosa China Azul, uma matéria divida em três partes, falando sobre os três principais fatores que tornam o nosso Cruzeiro tão glorioso e imortal!

Eu vivo cheio de vaidade, pois na realidade é um grande campeão! 

Como todos já sabem, um clube se torna grande e reconhecido por causa de suas conquistas, não é mesmo? Bem, essa será a nossa primeira parte da matéria. Títulos. Sim, isso mesmo! Títulos que o nosso Cruzeiro tem aos montes, conquistados com muita honra e determinação! E juntamente a esses títulos, temos jogos heróicos e inesquecíveis, que aceleraram o coração de milhões de apaixonados pelo nosso Celestial!

Um jogo emocionante, do qual muitos nunca se esquecerão, certamente é o da conquista da Taça Brasil de 1966. Provavelmente todos que estarão lendo isso, nem eram nascidos nessa data. Mas quem é, se lembra muito bem. Conquistamos esse título vencendo ninguém mais ninguém menos do que o melhor time do mundo na época, o tão badalado Santos de Pelé. Na primeira partida, no Mineirão, a festa era azul: 90 mil pessoas lotaram o Gigante da Pampulha e empurram o time para um dos mais memoráveis jogos do clube celeste. Eram 30 de Novembro de 1966, um data inesquecível! Com gols de Natal 5’, Dirceu Lopes 20’, 39’ e 72’, Tostão 41’, um contra de Zé Carlos 1’, e mais dois de Toninho 51’ e 55’ para o alvinegro, o Cruzeiro humilha o Santos por 6×2 válido pelo jogo de ida da Taça Brasil de 66. E explode o Mineirão, na maior felicidade!

Já no jogo de ida, no Pacaembú, a 7 de Dezembro de 1966, com público de 45 mil pessoas, a situação parecia se reverter. Com gols de Pelé 23’ e Toninho 25’, o Santos termina o 1º tempo vencendo por 2×0. Nada que parasse o Cruzeiro, que virou o jogo com gols de Tostão 64’, Dirceu Lopes 73’ e Natal 89’, com direito a pênalti perdido por Tostão. E novamente a festa é da China Azul! Esse foi o primeiro título nacional do clube Cinco estrelas, o primeiro de muitos que vieram em seguida!

De pé: Neco, Pedro Paulo, William, Procópio, Piazza e Raul. Agachados: Natal, Tostão, Evaldo, Dirceu Lopes e Hilton.

Libertadores, ser campeão!

21 de julho de 1976. Começa a disputa pelo primeiro título continental do Cruzeiro. A Taça Libertadores da América, conquistada sobre o River Plate, da Argentina, por um dos mais importantes para a história do time mineiro. A primeira partida, no Mineirão, diante de um maravilhoso público de 58.720 pessoas, o Cruzeiro vence o River por 4×1, com gols de Nelinho 22’, Palhinha 29’, 40’ e Valdo 80’, com Más descontando para os rivais aos 63’. No segundo jogo, a 28 de julho, no Monumental de Núñes, diante de 90 mil pessoas, o time estrelado perde por 2×1, com gols de JJ Lopéz 10’ e González 76’ para o River, e Palhinha os 48’ para o Cruzeiro. Finalmente, a 30 de julho de 1976, o nosso amado Cruzeirão conquista a Libertadores, no Estádio Nacional, no Chile, perante público de 40 mil pessoas. Com gols de Nelinho 24’, Eduardo 55’ e Joãozinho 88’, e Más 59’ e Urquiza 64’ descontando para o River, o Celestial se sagra campeão da mais importante competição continental! Que orgulho esse clube nos dá, e podemos nos gabar disso, pois na realidade é um grande campeão!

É TETRA, É TETRA! E aí, vai encarar?

Cruzeiro de Alex, Aristizábal, Luisão, Deivid, Gomes e outros craques que tornaram 2003 um dos anos mais felizes da história do nosso clube! Sim, estou falando da Tríplice Coroa, aquela mesma que está sobre o nosso escudo. Que timaço era aquele, que timaço! Campeão Brasileiro com três rodadas de antecedência, Campeão Mineiro, e TETRA da Copa do Brasil. TETRA, TETRA! Isso mesmo, conquistamos por quatro vezes a Copa do Brasil, e dessa vez a vítima foi o Flamengo. Em pleno estádio do Maracanã, diante de 72.760 pessoas, o Cruzeiro empata o jogo de ida contra o rubro negro carioca. Com gol de Alex aos 75’ e Fernando Baiano empatando já nos acréscimos, aos 93’, o jogo de volta em Belo Horizonte prometia ser acirrado. 11 de junho de 2003, 21:40, Mineirão, 79.614 mil pessoas lotaram o estádio, fazendo um dos mais belos espetáculos que a Terra já viu. E mal a bola rolou, Deivid abriu o placar, com apenas um minuto do jogo. Tremem as arquibancadas, era o grito da torcida celeste implorando pelo tetra campeonato! E os corações dos celestinos quase pararam de bater quando Aristizábal fez o 2º, aos 16’. Em plena festa, Luisão marca o terceiro aos 28’. Era o Cruzeiro com a taça na mão. O Flamengo pressionou, mas não conseguiu nada além de um gol de Fernando Baiano aos 63’. Se via a alegria no sorriso e no brilho dos olhos do torcedor Cruzeirense, pulsava forte o coração. Era o tetra campeonato, algo que nunca mais esqueceremos.

Bem, três títulos heróicos, em jogos inesquecíveis. E juntamente a eles, ídolos que sempre estarão em nossa memória. Sim, essa é a próxima parte da matéria sobre os 91 anos do Cruzeiro Esporte Clube, o melhor time brasileiro do século XX! Aguardem!

Saudações Celestes, e que 2012 seja vitorioso para nós!